O Malawi carimbou neste domingo a primeira classificação de sua história para uma Copa do Mundo Feminina. Comandada pelas irmãs Tabitha e Temwa Chawinga, a seleção venceu Gana por 2 a 1, de virada, nas quartas de final da Copa Africana de Nações, garantindo vaga direta no Mundial do Brasil-2027. O resultado também assegura ao país um lugar inédito na semifinal da competição continental, que funciona como Eliminatórias da África.
A campanha malauiana chega em um momento de crescimento do futebol feminino africano, área que tem atraído cada vez mais atenção de patrocinadores e torcedores fora dos grandes centros tradicionais do esporte. Assim como o entretenimento esportivo se diversifica e ganha novos formatos de consumo - de transmissões ao vivo a plataformas digitais que reúnem competições e jogos de cassino em um só lugar -, o futebol feminino busca seu espaço de visibilidade e investimento, e resultados como o de Malawi ajudam a acelerar esse processo. Argélia, Camarões e Marrocos completam a lista das seleções africanas já garantidas na fase final do Mundial. jogos de cassino
Virada construída na raça
Gana abriu o placar logo aos sete minutos, com Boye-Hlorkah, mas viu o Malawi reagir rapidamente. Temwa Chawinga, atacante do Kansas City Current, dos Estados Unidos, empatou aos 12 minutos, mostrando por que é uma das principais referências ofensivas do continente. Já na etapa final, Rose Kadzere decidiu o confronto aos 34 minutos, confirmando a virada e o avanço às semifinais.
Caminho até a decisão
Estreante em semifinais da Copa Africana, o Malawi agora enfrenta a Argélia por uma vaga na final. Na outra chave, Camarões mede forças com o anfitrião Marrocos. As seleções eliminadas nesta fase, incluindo Gana, ainda sonham com o Mundial: as duas vagas africanas na repescagem intercontinental serão definidas em confrontos de quinta-feira, com Nigéria diante da África do Sul e Costa do Marfim contra Gana.
Panorama global das Eliminatórias
A Copa do Mundo Feminina Brasil-2027 já soma 18 seleções classificadas, entre elas o próprio Brasil como anfitrião, além de Espanha, atual campeã mundial, Alemanha, França, Dinamarca, Argentina, Colômbia, Nova Zelândia e seis representantes asiáticas. Na Europa, a fase decisiva ainda envolve nomes de peso como Inglaterra, Holanda e Noruega, que disputam os playoffs por vagas remanescentes. Na Concacaf, definições importantes só virão no fim do ano, com Estados Unidos, Canadá, Jamaica e Haiti entre os protagonistas da corrida por classificação direta ou repescagem mundial.